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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

The Watcher






Estar calmo lá fora.
Pode-se observar as crianças dormirem sem pesadelos, como se alguem lhes cantassem ao ouvido.

...

Aqui dentro os fantamas jamais desaparecerão, envelheceremos e lá continuaram a nos desespearar. Permanecem pela eternidade.


Não se escuta a música pueril, são gritos que ecoam em especial.
 Ouço a voz de uma criança perdida

... por medo eu corro.


Infectado pela insegurança eu procuro o silêncio, então caminho adiante.
Encontro um campo de cinzas vermelhas, e no terceiro passo de curiosidade me descubro observado.



Como uma bota nova alguem me prende com força pelos pés, me fita então o menino que me perseguia. Observa-me com olhos de condenação.



Antes mesmo de pensar em lhe aplicar alguma resistencia
Os braços do menino despedaçam-se semelhante a areia que é levada pelo vento.
Me dou a entender de onde vem as cinzas que me tinham furtado a curiosidade. Nesse momento minha visão antecedeu o desespero, e vi as cinzas se darem a forma de ratos. Eles vieram até mim aos montes,  me envolveram os pés para depois me roerem por completo as carnes.


...



A luz continua queimando lá fora.
E as crianças ainda dormem como se nunca tivessem hora para acordar.
Enfim uma desperta, e como se eu fosse a sua sina. O abrir de olhos foi tão rápido, tão violento, tão terrivel que ela quis acrescentar um sorriso – como que esse fosse a essencia de sua malevolência.
Eu a observei, mas não por muito tempo, pois suas pulpilas agora eram um turbilhão de carne lacerada e sangue. Cai eu ao chão, pois  desses dois ingredientes eu estava nu.

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