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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Tão firme




Ainda acredito que muitas estradas podem ser exploradas até o seu limite, desde que não furte a felicidade  e a liberdade  de ninguém. Sei que nas ruas nossa motocicleta pode brilhar como um fogo radiante e imutável, porem devemos controlar essa chama para que com facilidade possamos extinguir esse fogo quando ele for perigoso demais.

Acredito que a viseira do capacete não nos ofusca a responsabilidade tornando-nos simplesmente em um anti-herói, mais sim ela faz-nos lembrar de que a procura da verdade e da vida deve ser constante em nossa história.

Tudo que me afaste de um contato direto entre eu e o solo, considero existecia; isso porque às vezes não há retorno e se há, não é possível escapar das cicatrizes (por vezes profundas demais para suportar).

Não quero ser pessimista ou contundente, apenas almejo que a liberdade individual de cada um não elimine a do outro no curso de uma ultrapassagem, pondo assim a felicidade de muitos num abismo.

Que a luva ao qual colocamos seja tão firme quanto nossa razão e a partida seja eficiente como no momento de renunciar ao erro.

Enfim, desejo que nossa consciência seja indestrutível quando pegamos nossas motocicletas. Dessa maneira, certos hábitos irracionais serão inadmissíveis pelo nosso espirito. Declaro deliberadamente que o compromisso e a inteligência sempre afirmem a vida e não o contrário.

Ronan D’arte

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ovo de madeira

Photo por Ronan D'arte 13/12/2011




Quando o céu não mais for admirado, e todas as nuvens que outrora nos despertava a imaginação se formarem apenas em sombras incongruentes, um ovo de madeira aparecerá em público, e por longos séculos permanecerá.


Como um forasteiro, ele é observado. Será um novo enigma para se desvendar. O rigor do mundo e seus obstáculos foram afrontados por esse estrangeiro.


Um novo sorriso surgirá em  nossa face. Levaremos a mão à cabeça como uma criança curiosa <que será que tem dentro?
Um espetáculo se firma na mente. Queremos desvendar seus segredos. A mente começa a criar mil situações. Então, o coração começa a palpitar novamente pelo simples abraço do vento, e vemos como ele ensina as folhas uma nova dança indescritível.


O ovo vem para nos arrebatar, ressuscitar a alegria involuntária que o cotidiano nos furta constantemente. Os caprichos desaparecem, vão embora. Sentamos na grama e observamos os pés descalços, humildes. Com Tudo isso e muito mais somos capazes de esboçar sorrisos fantásticos.


E quando nada mais real, quando o dia se torna úmido e vazio, e a brisa do vento não for capaz de nos velar para lugares distantes o ovo chocará e com vivacidade sairá um....





Ronan D’arte .’.




segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Conversa frugal





Nos diversos caminhos que iremos percorrer, algum dia encontraremos aquele pelo qual tanto lutamos. Estaremos fortes.
E se tristeza alguma partir nosso coração, dificilmente um novo presente ou um beijo nos furtará uma centelha do coração, é um futuro inevitável.


E Esse futuro chama-se: amadurecimento. O endurecimento do coração < algo que tanto temo, todavia, a sua presença faz-se é veemente>. Estou fugindo disso, porém não sei por quanto tempo terei folego.


Minha amiga siga essa fuga você também....




- Amiga (...).



Minha adorada, que me resta senão respirar fundo e lamentar. Não posso ir para, além disso. Que bom que agora você é forte o suficiente, eu pelo contrário ainda não quero ser.


À sua maneira.




Corri ligeiro para minha cornija - Aqui o coração de um homem cura-se na fria rocha. Atingir o chão, e do primeiro pranto ouvia-se:

Ó D’us! Nessa parede fixa-se tantas sombras que movendo-me num gesto único é impossível distinguir tal qual o seu sofrimento.

Afundei a vista no terreno opaco. -De onde vens tu, notoriedade? Ali mostra-me o pecado meu, aquele que conserva a verdade libidinosa, que na memória corre sanguínea.

Por imaginação, forço o caminho mal – pelo contrario, quem é martelo não se deixa submeter pela bigorna. Mas a nobre fidelidade de outrem principia o lume, à sua guisa.
Pelo retângulo da porta via-se o ocaso – graça do fulgor teu- que os olhos da luxuria abdicaram.


Ronan D’arte.

15 / agosto de 2010


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

HOSANAS!!!

Inferno (lúcifer) - Ilustração de Gustavo Dore



Conforme narra nossa cultura ocidental e alguns pensamentos submersos na insônia, esperava eu (com temor dantesco no coração) encontrar uma turba cruel de demônios satisfazendo-se divido os constantes ferimentos e mutilações infligidas nas pobres almas que ali se encontravam.


Triste engano. O inferno em nada se assemelha com o fundo de um poço ou um tipo de caverna vulcânica retratada nas obras artísticas. Não há chamas, nada disso é verdade.


Os passos meus perdiam as força (mesmo caminhando por pouquíssimo tempo) sem encontrar um caminho exato para seguir. E agora, mais do que nunca a horizontal linha telúrica tornou-se impossível de fitar.
Sem animo, sigo adiante... à frente o deserto... recoberto por poeira. Angustiante é sentir a ausência do ar nos pulmões e o desejo humano de pranto. Aqui nenhuma manifestação de sentimento é permitida.


Por mais contraditório que parece o frio nos invade por completo, enregelando qualquer sinal de esperança que ouse nascer no coração.


A solidão é o principal suplicio. Ausência  de pessoas e os seus  gritos de gritos lancinantes. A única cena real que o pensamento humano conseguiu imaginar foi o céu coberto de trevas (uma típica cena de juízo final). Esmagando-nos com sua escuridão, com a inexistência de um Deus julgador.




Ronan D’arte.



Texto experimental para “as cartas do inferno”


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Carta IV (Carta de Desculpa)





Santana-AP, 07 de dezembro de 2011.



Desculpe-me.

As lágrimas que correm em meu rosto nesta noite são ínfimas, tão sem vida que não me enganam. Pois sei que a tristeza que sinto é mais veemente.


O que maltrata-me o coração é saber das atitudes que não te apraz. Porém, o meu egoísmo não rejeita as coisas ao qual trazem a pseudo felicidade.


Quem eu quero enganar? Que desejo estúpido tenho guardado em meu coração. Quão negligente sou.
Quão infeliz você deve está por minha causa.

Reconheço meu erro, e julgo isso com razão. Efetivamente você está certa [mais uma vez]

Que será de mim?


Só vejo agravar meu enorme crime.


Lamento.







Ronan D’arte .’.





domingo, 4 de dezembro de 2011

Carta III




Santana-AP, 03de dezembro de 2011.



A um possível amor.



Minha amorosa amiga, com frequência o coração se enche e entusiasmo e ternura, isso ocorre porque a paixão facilmente me assalta os sonhos. E principalmente o porquê minha razão aceitou esse sentimento. 


Queria eu enfrentar a aflição autopunitiva e, poder demonstrar com paixão o amor clandestino que há no meu peito. Penso no dia que segurarei definitivamente na sua mão e sem nenhuma resistência ou sentimento que torne o coração mudo eu irei dizer-te que a amo.


A paciência transformou-se numa angústia tenaz, e não mais consigo combate-la, necessito que você venha me socorrer; libertar-me deste cárcere emocional que não se resolve, para tornar-me no seu coração o seu prisioneiro.

Estou esperando-a, criativa e portadora do mais belo sorriso. Venha com muita saudade, e até se possivel, deixando escapar uma lágrima, dizendo que me encontrou no seu coração e que a paixão verdadeira aconteceu.


Peço-te que explore esta estória e deixe ela se encaixe nos seus pensamentos, para quando eu estiver na sua frente; seja seu o excelente movimento de toque nas mãos.





Ronan D'arte .'.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Carta II








Santana-AP, 03 de dezembro de 2011.



Olá minha amada amiga!



Já não sei mais por quantos dias estaremos longe, sinto saudades e D’us sabe o quanto. Estes dias foram pouco alegres, e, durante a noite (geralmente quando o romantismo transborda o coração) é o período que mais me dói.


Amar é um verbo imperativo.




Você sabe que dou importância às coisas simples do Amor; queria-me ter pegado na pena ontem para escrever-te, pois no dia anterior a este seria bastante conveniente (estávamos juntos em um jantar).



Que pena que não fiz.



Passamos dias e dias lado a lado, mas creio que esta carta não esteja boa o suficiente para expressar estes momentos, temo por isso.


A letra piora devido à fraqueza sentimental...



Creio que um dia... um dia encontrarei as pouquíssimas palavras que faltam para te dedicar a CARTA PRINCIPAL. Que cousa! Por enquanto deixo-te esta de recordação.




Carinhosamente do seu amigo poeta D’arte .’.

Carta 1 - A Vênus desconhecida.




Santana-AP, 01 de Dezembro de 2011



Para: A Vênus desconhecida.



Há dias que não nós encontramos (você está em algum lugar distante de mim), mas só agora que o coração me impeliu por completo a escrever-te esta carta de saudade experimental.


Nesses dias, meu sol ardiloso dissipou-se pela tempestade abominável que é a sua ausência. Lutei contra os implacáveis moinhos de vento, porém, no primeiro golpe eu cair fatigado e inerte, vendo o céu variegado e distante de mim.


Fiquei amuado; todavia, acossei momentos de alegrias mesmo longe da tua presença celestial. Enganei-me, e desordenada foi à busca.


Oh! Minha amada. Um relato simples e claro de como me sinto esta carta é, mas também não posso destituí-la  do grande amor que tenho por você.


Permaneço fiel para com os nossos sonhos. Agradeço aos céus pela divina felicidade e por despertar o nosso coração diariamente e por nós embalar no seu divino amor.




Do seu amado. Poeta D’arte .'.


O Amor que não mata


Escultura de Bernini, Gian Lorenzo.

A pessoa que entregou o seu coração a Jesus e nele espera com paixão arrebatadora a sua 2º vinda, é livre em tudo, inclusive no campo da sexualidade.

O sexo não é mais importante que o Amor que temos por D’us, porém “o cristão não é um circuncidado marcado em seu sexo por uma lei”.
Porque os Evangelhos não se preocuparam em oferecer um código de ética sexual?

Simples! A mensagem de Jesus fundamenta-se numa forma adulta, instaurando a liberdade e proclamando que onde há uma lei é o Amor que tem a última palavra.

O sexo nos é deixado como responsabilidade, nas mãos de pessoas adultas de discernimento (fundamenta-se esta na fé).
O único critério para haver o comportamento sexual e nele o nele se fundamentar é o Amor.

Sendo assim, o crente (pessoa) que segue Jesus e tem compromisso para com o outro tem a sua “pureza”garantida.

O sexo não deve ser egoísta, transformando-se “amor que mata”. Faz-se necessário o reconhecimento dos limites de cada um. Ele não pode constituir em um atentado contra o outro.



Ronan D'arte
  

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Brasas



Um carvão em brasas, isso que somos. Nos embriagamos com a violência, com o assobio demasiado do vento. Submissos as certas influencias meteorológica e morais, quaisquer que sejam elas.

Nossa performance não é honesta para conosco, quando o vento nos abandona começamos a dar inicio a tragédia. Incontestavelmente aderimos a doenças psicossomáticas, sentimo-nos  fracos, sem direito de olhar para o alto.
A conseqüente negação a vida, em exercer calor para com aqueles que sem estimulação alguma (impessoal), mas fazem sim por VONTADE, nos impulsiona para mais longe de uma possível redenção.

Nosso brilho ígneo depende de virtudes impessoais.  O essencial é ascendemos vitoriosos pelos próprios esforços, ou desdenhar da nossa capacidade e esperar que alguém joguem água de uma vez por toda em nossa vida.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Carpe Diem




Iniciou o dia, e nas primeiras horas da manha o Sol revelava-se a todos. Com sua dimensão estética ele avança paciente para o campo da nossa existência, e, como numa apresentação moderna, nós  progressivamente compreendemos o que a sua luz propõe. É como  que cada pessoa no mundo participasse de uma exposição artística particular e sensível a sua realidade.

Com uma perspectiva social,  sol sistematicamente é autorizado a participar da vivencia das pessoas, no lugar onde quer que elas estejam. Estrategicamente ele aproxima-se do espectador acompanhando sua dinâmica diária. Distribuindo-se pelo espaço, o Divino Astro de Luz sutilmente interfere nos elementos que compõem o cenário humano. O espetáculo aprofunda-se na medida que os participantes tornam-se conscientes da sua participação no celeste teatro dramático.

Em cada apresentação ao qual a excelsa estrala circula, um novo estilo de vida é posto em seu museu. Para muitos a identidade impertinente  do sol furta-os o estilo artístico, e em excesso a mentalidade. Todavia, o Sol ornando a cabeça com estrelas de louros jamais se esqueceu que, somos nós publico/ator que recebemos no começo da vida abraços, e logo no final recebemos as flores.


Ronan D’arte .’.